Caracterização Institucional

José Eduardo dos Santos

14 Setembro, 2016

Nascido em Luanda em 1942, filho de emigrantes são-tomenses, estudou na capital angolana até ao final do ensino secundário, altura em que se juntou ao MPLA, fundado em 1958.

Abandonou Angola em 1961, no início da luta armada contra o poder colonial português, passando a coordenar do exílio, na República do Congo, a actividade da Juventude do MPLA, organismo de que foi um dos fundadores e vice-presidente. Integrou em 1962 o Exército Popular de Libertação de Angola, braço armado do MPLA, tornando-se, em 1963, o primeiro representante do partido em Brazzaville. Nesse mesmo ano, com uma bolsa de estudos, rumou ao Instituto de Petróleo e Gás de Bacu, na União Soviética, onde se licenciou em Engenharia de Petróleos. Na União Soviética frequentou também um curso militar de telecomunicações, tendo regressado a Angola em 1970 para trabalhar nos Serviços de Telecomunicações na 2ª Região Político-Militar do MPLA, em Cabinda, onde se manteve até 1974.

Nesse ano foi promovido a sub-comandante de telecomunicações daquela Região Político-Militar, funcionando como representante do partido para a Jugoslávia, República Democrática do Congo e República Popular da China, Ainda nesse ano foi eleito para o Comité Central do partido. Em 1975 passou a coordenar o Departamento de Relações Exteriores e o Departamento de Saúde do MPLA, tendo sido nomeado, após a independência do país, em Setembro do mesmo ano, ministro das Relações Exteriores. A sua acção foi considerada fundamental para o reconhecimento internacional do Governo do MPLA, que detinha o poder em Luanda mas enfrentava uma guerra civil feroz no restante território, com a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).

Com a morte de Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos, então Ministro do Planeamento e Desenvolvimento Económico, foi eleito presidente do MPLA e logo de seguida investido nos cargos de Presidente da República e comandante-em-chefe, das FAPLA. A legitimidade do MPLA, contestada sempre pelos Estados Unidos que apoiavam a UNITA, acabou por ser reconhecida por aquele país em 1993, tendo José Eduardo dos Santos liderado pessoalmente essa intensa negociação diplomática. Angola esteve 27 anos envolvida numa sangrenta guerra civil que opunha a UNITA ao MPLA e que só terminou em 2002, com a morte violenta do lider da UNITA, Jonas Savimbi. Os dois partidos assinaram um acordo de paz, a 2 de Agosto de 2002