Caracterização Institucional

A um mês das eleições Banco Mundial desce classificação de Angola

25 Julho, 2017

Angola vai a eleições para eleger um novo Presidente da República no próximo dia 23 de agosto. A campanha para as presidências está no terreno e o Banco Mundial divulga relatório que vai entrar na discussão política. O Banco Mundial desceu a classificação de Angola para país de renda média-baixa, o penúltimo dos quatro níveis com que a instituição classifica as economias mundiais, pelos rendimentos em função da população.
As eleições em Angola são aguardadas com expectativa já que é a primeira vez que José Eduardo dos Santos não se apresenta ao sufrágio. Uma mudança que foi sendo prevista ao longo dos últimos anos, tendo em atenção a longa permanência na presidência e a idade de José Eduardo dos Santos que completará 75 anos cinco dias depois das eleições. Pela UNITA, segundo maior partido em Angola, candidata-se nestas eleições o seu presidente, Isaías Samakuva.
O que acontece é que o Banco Mundial veio agora dizer que Angola passou de país de renda anual média-alta, equivalente a entre 3.956 a 12.235 dólares de Renda Nacional Bruta ‘per capita’, para o nível média-baixa, que se situa entre 1.006 e 3.955 dólares norte-americanos por habitante. A instituição sustenta que, fatores como a inflação, as taxas de câmbio e mudanças populacionais “influenciam” a Renda Nacional Bruta per capita, levando à reavaliação da classificação. No caso de Angola, a economia nacional ficou marcada, no último ano, pela alta taxa de inflação, acima dos 40%, e pelas consecutivas desvalorizações do kwanza, face ao dólar norte-americano. O Banco sustenta ainda que o país vive desde finais de 2014 uma profunda crise financeira e económica, igualmente com efeitos cambiais, decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo.