24 Novembro, 2017
Cabo Verde caiu para a quarta posição no Índice Ibrahim de Governação Africana 2017. O país somou pontuação de 72.2 pontos num total de 100, contra 73 pontos no ano passado, tendo entrado para o grupo de países com “sinais de alerta”. No topo da lista estão as Ilhas Maurícias, Seychelles e Botswana, num total de 54 países africanos analisados. Apesar de a tendência dos últimos dez anos ser positiva, Cabo Verde desacelerou nos últimos cinco anos na categoria de Desenvolvimento Económico Sustentável, segundo o relatório anual do Índice Ibrahim de Governação Africana 2017.
Na categoria de Desenvolvimento Humano mostra sinais de alerta porque inverteu a tendência registada na última década para negativo nos últimos cinco anos. Nas categorias de Segurança e Estado de Direito e de Participação e Direitos Humanos, é ainda mais grave, pois desde 2012 que se regista uma deterioração acelerada relativamente à tendência negativa ao longo da década. Entre os indicadores com piores desempenhos estão o acesso à justiça, o acesso à informação, o desvio de fundos públicos, a investigação à corrupção, o tráfico humano, a igualdade de género e a participação política das mulheres, a gestão das contas públicas, a transparência nas empresas públicas, a burocracia ou a solidez dos bancos. Os progressos mais acentuados foram observados nos indicadores de independência judicial, corrupção e burocracia, segurança das pessoas e serviços policiais, proteção contra a discriminação, administração pública, equilíbrio das contas públicas, mobilização de receitas fiscais, ambiente económico e infra-estruturas de transportes, electricidade, tecnologias de informação e água, literária ou taxa de mortalidade infantil.
Lançado pela primeira vez em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africano (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação nos países africanos através da compilação de dados estatísticos. O objectivo é informar os cidadãos, governos, instituições e o sector privado com base em dados concretos e quantificados que avaliam a provisão de bens e serviços públicos e os resultados das políticas para assim estimular o debate sobre o desempenho da governação. A informação é recolhida junto de 36 fontes oficiais, das quais quase um terço são africanas, tendo este ano aumentado para 100 o número de indicadores. Estes são usados para criar 14 subcategorias, que, por sua vez, formam quatro categorias: Segurança e Estado de Direito; Participação e Direitos Humanos; Desenvolvimento Económico Sustentável e Desenvolvimento Humano