Caracterização Institucional

Portugal defende criação de centro de segurança atlântica

19 Setembro, 2017

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes defendeu junto do secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, a criação de um Centro de Segurança Atlântica com o objetivo de formar oficiais de outros países interessados na defesa do atlântico como Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe.
“Portugal considera que chegou a altura de apresentar novas ideias para valorizar aquele que é, de facto, um enorme ativo para a segurança atlântica”, explicou Azeredo Lopes, no fim da reunião com o secretário da Defesa norte-americano.
O novo centro poderia formar não só oficiais portugueses, mas também de outros países interessados na segurança do Atlântico e que poderia ter sede na base das lajes, nos Açores.
“Um local onde possamos desenvolver não só as nossas capacidades próprias, mas também que seja um centro de excelência para formação e treino desses países”, disse, referindo-se a países como São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.
O membro do Governo precisou que o centro “não estaria, necessariamente, sob jurisdição da NATO, embora possa vir a ser, no futuro, reconhecido como um centro de excelência da Aliança Atlântica.”
“O que se tratava agora era de apresentar este projeto aos Estados Unidos, um projeto que achamos que é moderno, que é ambicioso, em que Portugal se compromete, e que depois teria necessariamente uma dimensão multinacional, que envolveria os EUA, mas poderia também, evidentemente, envolver outros estados”, explicou o responsável.
Durante o encontro no Pentágono, que excedeu a duração inicialmente prevista, o secretário da Defesa norte-americano, James Mattis, respondeu de forma positiva à proposta.
Portugal admite trabalhar com a União Europeia neste projeto, mas para já a ideia será apenas apresentada aos EUA.