Caracterização Institucional

Refugiados do Congo preocupam Angola

25 Maio, 2017

Os países membros da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos reuniram-se terça-feira em Angola para debater a situação dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC), que todos os dias chegam a território angolano, em especial à região da Lunda Norte.
A guerra na RDC leva a que já tenham fugido para território angolano mais de 20 mil pessoas, na sua maioria da região congolesa de Kassai.
Angola, que vive uma situação económica difícil desde a queda do preço do petróleo, assume que não tem condições para socorrer estes refugiados e garante que não poderá fazer face a esta situação de emergência sem ajuda internacional.
A ajudar estas populações estão já no terreno várias organizações internacionais, como o ACNUR, Unicef, Médicos sem Fronteiras e Ong’s, como a Associação Juvenil para o Desenvolvimento Comunitário de Angola (AJUDECA), que em declarações à RFI garante que a maior parte dos refugiados são crianças, mulheres e idosos, que estavam reféns das milícias congolesas Kamuina Nsapu.
Distribuídos por dois campos na Lunda Norte, Cambulo e Lóvula, estes refugiados chegam extenuados, doentes, feridos e com fome, começando a escassear a alimentação destinada à ajuda, nomeadamente o arroz, bem como medicamentos.
Os acessos aos campos não são fáceis, especialmente depois do colapso da ponte que servia a região, e tanto refugiados como voluntários e técnicos no terreno descrevem uma situação crítica a que é urgente dar mais ajuda.
A ONU estima que, de imediato, são necessários 64 milhões de dólares para ajuda de emergência, mas todos os dias chegam mais refugiados e Angola vê-se a braços com uma crise humanitária, sem capacidade de resposta.