Economia

Cabo-Verde e Moçambique vão crescer menos para o ano

18 Abril, 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI), liderado por Christine Lagarde avança uma desaceleração da economia de Moçambique e de Cabo-Verde no próximo ano. Moçambique vai crescer 3% este ano e 2,5% no próximo ano, enquanto Cabo-Verde vai passar de 4,3% para 4%. Segundo as previsões do FMI, que esta semana realiza os Encontros da Primavera. Contudo, Moçambique será o país que irá registar o crescimento mais significativo em 2023, com um incremento de 9,9%, seguindo-se S. Tomé com 5,5% naquele ano. Enquanto Cabo- Verde irá registra o pior resultado com um crescimento de 4%, valor idêntico ao que irá registar no próximo ano.

 

Países 2018 2019 2023
Angola 2.2 2.4 4.9
Cabo-Verde 4.3 4.0 4.0
Guiné-Bissau 5.5 5.5 5.0
Moçambique 3.0 2.5 9.9
São Tomé e Príncipe 5.0 5.5 5.5

 

Para Angola, o FMI reviu em alta a perspetiva de crescimento prevendo que a economia cresça 2,2% este ano e 2,4% no próximo ano. A instituição acredita que a recuperação económica em Angola vai basear-se essencialmente na subida dos preços do petróleo face aos baixos valores dos últimos anos, que “aumentam o rendimento disponível e melhoram o sentimento económico” (ler texto). No relatório Previsões Económicas Mundiais também se pode ler que se prevê um crescimento económico de 5,5% para este ano na Guiné-Bissau e um crescimento idêntico em 2019. Quanto a 2023, a estimativa é de 5%. Refira-se que será o único país que o FMI prevê uma queda da riqueza, face a 2018 e 2019.

A estimativa para o crescimento da economia moçambicana representa uma revisão em baixa face aos 5,3% que o FMI esperava, em outubro do ano passado, que Moçambique crescesse este ano. Também para 2023, ano em que se espera que os megaprojetos na área do gás natural comecem a gerar receitas avultadas, o FMI reviu em baixa o crescimento previsto, de 14% para 9,9%. O FMI espera que a economia mundial cresça 3,9% este ano, melhorando uma décima face aos 3,8% de crescimento de 2017, ano que registou o maior crescimento desde 2011. “O crescimento mundial fortaleceu-se em 2017 para 3,8%, com uma recuperação notável do comércio mundial, e foi liderado pela recuperação do investimento nas economias avançadas, pela manutenção do crescimento forte na Ásia, uma notável aceleração na Europa emergente, e sinais de recuperação em vários exportadores de matérias-primas”, lê-se no documento.