Economia

Envelhecimento dos poços explicam queda na produção de petróleo em Angola

7 Março, 2018

A Agência Internacional de Energia (AIE) publicou o seu realtorio anual, Oil Market Report’d antecipa uma queda da produção do ouro negro em Angola. A instituição considera mesmo que a produção petrolífera de Angola vai “arrasta-se em África” e terá a maior queda até 2023, logo a seguir à Venezuela. De acordo com o referido relatorio, a queda do segundo maior produtor africano de petróleo (Angola, depois da Nigéria) deve-se “ao envelhecimento dos poços petrolíferos, que perdem fulgor, e aos investidores externos, que face às perspetivas relativamente pouco competitivas, perdem entusiasmo”.

O documento, que dedica alguns parágrafos especificamente a Angola, com o título ‘Angola arrasta-se em África’, diz que “os poços petrolíferos em águas ultraprofundas precisam de contínuos melhoramentos e desde que a produção atingiu o pico de quase 1,9 milhões de barris por dia ainda este ano, desde então tem sido uma luta para suster os declínios, com os projetos mais caros a serem adiados ou abandonados”. Mesmo a produção dos novos poços em 2016, como a Mafumeira Sul, operado pela Chevron, ou o da Eni, em 2017, “foi anulada pela queda de produção em campos mais maduros”. Ainda assim, os peritos da AIE consideram que a capacidade de produção angolana deve “ter um pequeno impulso em 2018” devido ao projeto Kaombo, da Total, o último a ser aprovado antes da queda dos preços do petróleo, em meados de 2014, e que deve começar a bombear petróleo ainda este ano. “Angola está quase completamente dependente do petróleo para alimentar a sua economia e em novembro de 2017 o novo Presidente, João Lourenço, colocou uma nova administração na Sonangol como parte da sua aposta para reanimar o investimento estrangeiro”, conclui o relatório da AIE nos parágrafos que dizem respeito a Angola. De acordo com as previsões desta agência, Angola vai bombear 1,65 milhões de barris de petróleo por dia este ano (o mesmo que no ano passado), e depois começará a cair para 1,60 milhões em 2019, descendo ainda mais para 1,56 no primeiro ano da próxima década.