Economia

FMI diz que recuperação está mais forte e liberta 3,7 milhões

22 Maio, 2017

Os economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) já concluiram a terceira visita à Guiné Bissau no âmbito da revisão do FEC IMF-supported program under the Extended Credit Facility (ECF) e que decorreu entre os dias 10 e 19 deste mês. Uma visita que vai permitir libertar mais uma tranche de 3,7 milhões de euros, no âmbito do plano de financiamento aprovado em 2015, e que pode atingir os 21 milhões de euros. Segundo o comunicado da instituição liderada por Christine Lagarde, o governo da Guiné Bissau está empenhado em implementar políticas fiscais e orçamentais que permitam a sustentabilidade das contas públicas. “As autoridades reiteraram o seu compromisso com o programa apoiado pela ECF. As discussões concentraram-se nas ações fiscais chave para manter um caminho disciplinado baseado no aumento da mobilização de receitas e no fortalecimento dos controlos de despesa”, pode ler-se no comunicado.

Isto apesar do alerta do FMI, quando refere a necessidade de manter a trajetória económica positiva, através de esforços contínuos para manter e fortalecer a disciplina fiscal e promover reformas estruturais”. A Guiné está a viver uma retoma económica que começou em 2015 e que se está a consolidar. A justificação passa “pelos altos preços do caju, pelo aumento da atividade de construção e pelas melhorias contínuas no fornecimento de eletricidade e água”. Tobias Rasmussen, líder da equipa do FMI, na sequência das reuniões com o governo, afirmou que a “equipa do FMI chegou a um acordo ao nível técnico com as autoridades sobre as políticas económicas necessárias para concluir a terceira revisão do ECF”. Quanto à recuperação económica, o economista confirma que “começou em 2015 e que se tornou mais arraigada. O crescimento tem sido suportado por preços elevados de caju, aumento da atividade de construção e melhorias contínuas no fornecimento de eletricidade e água”.
“As autoridades fizeram progressos significativos na melhoria da gestão das finanças públicas. A institucionalização de um comité operacional de tesouraria permitiu um melhor controlo das despesas e, principalmente, a eliminação desde o início deste ano de despesas não regularizadas. Além disso, as melhorias na administração fiscal e aduaneira estão a ajudar a aumentar a cobrança das receitas.
A missão reuniu-se com o Presidente José Mário Vaz, o Primeiro Ministro Umaro Sissoco Embaló, o Procurador-Geral António Sedja Mam, o Ministro das Finanças João Fadia, a Direção Nacional do BCEAO, Helena Nosolini Embaló, outros altos funcionários, representantes da sociedade civil, do setor privado e da comunidade de doadores.