Economia

Início da campanha do caju com empresários satisfeitos com o preço

26 Março, 2018

Os empresários indianos que operam na Guiné-Bissau concordaram ontem com o preço estabelecido para a castanha de caju a pagar ao produtor, fixado em 1,5 euros o quilograma. Camlesh Ramchande, porta-voz dos comerciantes indianos que operam no setor na Guiné-Bissau, disse aos jornalistas, à saída de uma audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz, que concordam com o preço fixado pelo líder guineense e comprometeram-se a comprar a castanha disponível no país. O Presidente José Mário Vaz deu o arranque da campanha de comercialização do caju, na semana passada, qualificado pelo chefe de Estado como riqueza nacional do país. José Mário Vaz procura aumentar as receitas do caju de maneira a combater a pobreza no país. Mil francos CFA ( cerca de 1,5 euros) o quilograma, é o preço determinado pelo Presidente para a compra do caju ao produtor.

Numa cerimónia na cidade de Gabu, a 200 quilómetros a leste de Bissau, o Presidente guineense procedeu à abertura oficial da campanha de compra e venda do caju, principal produto agrícola e de exportação da Guiné-Bissau.
José Mário Vaz diz que é chegada a hora de o agricultor guineense ganhar dinheiro com o seu caju. É nomeadamente por isso que, tal como decidira em 2017, o produto será comprado ao produtor a 1000 francos CFA o quilograma. O Presidente guineense diz que o país vai gerar, só em caju, 200 mil milhões de francos CFA, caso produza 200 mil toneladas de caju. Com a entrada de todo esse dinheiro, JOMAV quer combater a pobreza e melhorar a vida da população. Para proteger este recurso, o chefe de Estado quer também um reforço da vigilância nas fronteiras para evitar o contrabando do caju. Dados do governo indicam que, pelo menos, 90 mil toneladas do caju guineense desaparecem em contrabando para os países vizinhos. Além disso, o Presidente guineense pediu à população do país para tratar bem os estrangeiros que possam vir comprar o caju, alertando, ainda assim, que tudo terá que ser feito no sentido de garantir que os principais beneficiários do caju sejam os guineenses